E quando no meio de uma cerimónia de casamento me é sussurrado ao ouvido:
- Esta podia muito bem ser a nossa história!
O que vale é que estava vento, corria aquela brisa aconchegante do mediterrâneo , que agrada no calor que abraça no fresco … corria a brisa e eu fiquei quieta e deixei que a corrida da brisa leva-se aquela frase para longe …
- Ouviste?
- Não!
- Podia não podia?
- Não!
- Estou a incomodar-te o sossego?
- Estás!
- Porquê?
- Porque respiras!
Sempre gostei da brisa do mar, mesmo quando é fria é boa!
Ali, naquele momento a brisa era quente, mas só a brisa é que, para mim, era quente … eu estava quase gelada tinha aquela sensação de não sentir as pernas até ao joelhos, do frio que sentia. Nem sempre o que aconchega o corpo, aconchega a alma!
Porquê?
Não sei porquê! Não sei quantos porquês me gelaram naqueles instantes, foram alguns … sem pensar muito posso enumerar uns 4, uns recentes outros mais antigos, uns daqui outros de longe … se os porquês interessarem … se eles interessassem … se contassem para alguma coisa …
Brinde aos noivos!
Que esta segunda vez seja a ultima!
Não precisam de casar mais vezes só para podermos ver o por do sol no Café del Mar … e para mergulharmos no oceano … e para que as verdades não incomodem … e para rir à parva sem parar, até doer a barriga … e para convocarmos o António Variações à mesa de combate com o “Estou além” …
Bom pensando melhor se for só por estes motivos, meus amigos voltem a casar as vezes que quiserem!
Felicidades
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sexta-feira, 21 de agosto de 2009
terça-feira, 16 de junho de 2009
Preciso

E não é que fiquei infinitamente feliz?
Subitamente e com um simples “Hi” fiquei aos pulinhos de contentamento. O rufia que me deu a mão, que me ensinou que dar a mão é o maior sinal de confiança, que me deu a conhecer um submundo, uma inconstância com o misto de dor e de prazer vem apanhar ar à Europa. Que alívio, para mim porque andava em sufoco, não tenho saudades, tenho só um “preciso” dos grandes. E preciso mesmo, hã!
Há uns anos atrás estava eu em espiral, rodopiava sobre mim mesma e alguém que eu não conhecia de parte nenhuma num sítio que já nem me lembro bem, só sei que foi em Greenwich village disse-me “your eyes are a confused mix of angel and devil. Do you lend them to me for a few days?”. Pois, emprestei e mais que isso permiti-me a ver pelos olhos dele … daí resultou que eu fui a bóia de salvação para ele e ele puxou-me para a margem. Ganhámos os dois e saímos vencedores. Vencemos uma batalha os dois e sempre fundada numa imensa confiança que se apresentou no primeiro minuto. Daí retirei um bom ensinamento que uso invariavelmente embora em algumas ocasiões não faça a correcta leitura. Ele sempre me disse se alguém te recusar as mãos não é de confiança, não crê nelas o sentido que têm, e não é que o maior rufia sabe o que diz?!
Porque é que confiei nele se não tem ar de pessoa confiável? Porque sabe ler as mãos …
Eu ainda não sei … pode ser que aprenda.
É um artista de mão cheia, eu disse-lhe muitas vezes que aqui, em Portugal quando se chama artista a alguém pode ser num sentido muito depreciativo, o típico “olha que grande artista!”, ele é um grande artista e tem cada arte que só se ganha com calo, com vida, com passagens, com credos, com gritos, com tiros, com risos, com vidas, com mortes, com choros … é a vida! A vida é isto, é assim, dói, mais ou menos, as vezes nem dói mas sente-se, quer-se, e vive-se. Eu vi os meus olhos transpostos para a tela e vi-os melhor que se me visse ao espelho, engraçado que o que vi na tela nunca consegui ver no espelho, perguntei-me tantas vezes, mas ele consegue ver uma coisa que nem eu consigo? Valeu-nos um desempate de vida aquela tela, desempatou-nos situações limite, nunca mais a vi e provavelmente nunca mais a vou ver, também nunca mais vi o que vi na tela porque aprendi algumas coisas, porque ele durante o processo ensinou-me algumas coisas e o que estava representado já passou … Grande tela, grande artista, grande homem, grande rufia!
Durante aquele tempo tive medos, cresceram-me medos e matei outros medos, foi um equilibrar da balança, lembro-me de matar o tempo em noites altas e gostar de ver as luzes da cidade … de me sentir segura nos sítios mais inseguros, é uma questão de negociação interior dizia ele, e bem. É mesmo, negociar intimamente medos, temores, fobias, receios, dúvidas, saber fazer cedências a uns e proibir outros é um negócio que as vezes até falha mas aprende-se, experimenta-se …
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http://www.tonyphilippou.com/sábado, 16 de maio de 2009
Unico sentido # 2
E foi a mim que foi dada a maior lição de resistência, de coragem, de ânimo, eu que pensava que não ia aguentar, que oscilei entre zonas de força e de fragilidade entre bocados de grandes certezas e imensas duvidas, fui. Cumpri o que te havia prometido, com o coração apertado a voz trémula, fomos em busca do que tanto querias, o cheiro da tua casa … contornados os obstáculos, escadas, portas etc. e ali estavas a olhar à tua volta como se quisesses tocar novamente em todos os objectos mas que no fundo eram agora palco de um espectáculo que tinha já acabado, eram um cenário ainda montado que reflectia o que foste … vi-te nos olhos pena, angustia, tristeza, melancolia mas nem por um segundo te encontrei revolta, mágoa, amargura e esta foi a grande lição!
Ficaste o tempo que quiseste …
Quando voltámos, como havia pensado sem te dizer levei-te a ver o mar, fomos à Figueira da Foz passeamos na marginal, a única coisa que me disseste foi que não conhecias palavras para descrever o que estavas a sentir … deixa lá isso o que interessa é que sintas.
Tens já meios para sair daquela cama e havemos de encontrar alguma coisa que se possa fazer.
Eu tenho a agradecer a grande lição que acabei por ter, não desistir, acreditar SEMPRE ….!
Agora vou ali, voltar às minhas raízes, para encontrar a serenidade e paz que me fazem tanta falta, e cuja falta me desequilibrou e me fez patinar onde eu menos queria ...
Ficaste o tempo que quiseste …
Quando voltámos, como havia pensado sem te dizer levei-te a ver o mar, fomos à Figueira da Foz passeamos na marginal, a única coisa que me disseste foi que não conhecias palavras para descrever o que estavas a sentir … deixa lá isso o que interessa é que sintas.
Tens já meios para sair daquela cama e havemos de encontrar alguma coisa que se possa fazer.
Eu tenho a agradecer a grande lição que acabei por ter, não desistir, acreditar SEMPRE ….!
Agora vou ali, voltar às minhas raízes, para encontrar a serenidade e paz que me fazem tanta falta, e cuja falta me desequilibrou e me fez patinar onde eu menos queria ...
terça-feira, 21 de abril de 2009
Caminha
Não olhes para trás, caminha e não olhes … não te arrependas … vá lá!
Vais ver que o tempo um dia esclarece-te as duvidas, quebra os temores, apagas as angustias, caminha não pares …
Tenta-me a ideia de te esclarecer que a história mesmo com personagens diferentes, incomuns até, repete-se … caminha … não olhes para trás!
Não desconfies, é verdade se te vires a caminhar em frente sentes-te a dar um passo, e não olhes para trás …
Se sentes que as folhas do teu livro se estão a desprender, que se podem perder, olha em frente e caminha, sem parar … a vida é um livro de escolhas, e escolher caminhar para a frente é uma escolha acertada, caminha, não pares …
Pediste-me ajuda não foi? … caminha, é a melhor ajuda que sei dar … desculpa se não te chega …
Reaparece-te a coerência, retoma-te a lucidez, vais ver … sem olhar para trás …
Questionas tudo!
Mesmo aos tropeções essa enxurrada de pensamentos e impressões empurram-te para um caminho … caminha para a frente … vá anda …
Não é nenhuma tragédia, não és errante, caminha só, concentra-te nisso vá, eu já te vejo a caminhar … não olhes para trás!
Não sei quem vais ter quando chegares … mas vais ter alguém isso vais, mesmo ao acaso, há sempre acasos na vida …e nos caminhos, mesmo que os caminhos não tenham direcção, vá caminha e não olhes…
Sim, estás permeável, vulnerável, mas isso não tem de ser mau … durante o caminho vai-te guiar …
Se caminhares para a frente amenizas a fuga … sabes que não precisas de fugir, só de caminhar … em frente
Quem te empurra para a saída dá-te a mão na chegada … caminha e não olhes para trás!
(sei que já chegaste ... não foi assim tão dificil!)
Vais ver que o tempo um dia esclarece-te as duvidas, quebra os temores, apagas as angustias, caminha não pares …
Tenta-me a ideia de te esclarecer que a história mesmo com personagens diferentes, incomuns até, repete-se … caminha … não olhes para trás!
Não desconfies, é verdade se te vires a caminhar em frente sentes-te a dar um passo, e não olhes para trás …
Se sentes que as folhas do teu livro se estão a desprender, que se podem perder, olha em frente e caminha, sem parar … a vida é um livro de escolhas, e escolher caminhar para a frente é uma escolha acertada, caminha, não pares …
Pediste-me ajuda não foi? … caminha, é a melhor ajuda que sei dar … desculpa se não te chega …
Reaparece-te a coerência, retoma-te a lucidez, vais ver … sem olhar para trás …
Questionas tudo!
Mesmo aos tropeções essa enxurrada de pensamentos e impressões empurram-te para um caminho … caminha para a frente … vá anda …
Não é nenhuma tragédia, não és errante, caminha só, concentra-te nisso vá, eu já te vejo a caminhar … não olhes para trás!
Não sei quem vais ter quando chegares … mas vais ter alguém isso vais, mesmo ao acaso, há sempre acasos na vida …e nos caminhos, mesmo que os caminhos não tenham direcção, vá caminha e não olhes…
Sim, estás permeável, vulnerável, mas isso não tem de ser mau … durante o caminho vai-te guiar …
Se caminhares para a frente amenizas a fuga … sabes que não precisas de fugir, só de caminhar … em frente
Quem te empurra para a saída dá-te a mão na chegada … caminha e não olhes para trás!
(sei que já chegaste ... não foi assim tão dificil!)
segunda-feira, 13 de abril de 2009
Rascunho
A vida é sempre um rascunho de si mesma. Nunca pode ser vivida por inteiro, há escolhas, opções, caminhos, orientações … rascunhos… uma vez “passados a limpo” não se repetem, vivem-se!
Uma história que se vai escrevendo sem se saber o final que vai ter, é um final certo mas de contornos incertos.
A natureza do Destino, do Amor da Liberdade é frágil. A cada passo, a cada pensamento, a cada escolha a natureza é alterada e pode variar entre um temporal e uma amena tarde de sol, e escreve-se mais um rascunho, acalentado por uma melodia ou por um espasmo … mas escreve-se … o lápis pode arranhar a folha, a caneta pode falhar, mas escreve-se … podem faltar palavras, vontade, desejo , intenção, mas escreve-se … podem até faltar personagens, entram e saem, mas escreve-se …
Na história que escrevemos a cada dia independentemente dos pensamentos e sentimentos que nos assolam a vida escreve-se, sente-se, vive-se…
Hoje sinto-me inerte no corpo mas eléctrica nos pensamentos … e escrevo mais um rascunho de mim!
Uma história que se vai escrevendo sem se saber o final que vai ter, é um final certo mas de contornos incertos.
A natureza do Destino, do Amor da Liberdade é frágil. A cada passo, a cada pensamento, a cada escolha a natureza é alterada e pode variar entre um temporal e uma amena tarde de sol, e escreve-se mais um rascunho, acalentado por uma melodia ou por um espasmo … mas escreve-se … o lápis pode arranhar a folha, a caneta pode falhar, mas escreve-se … podem faltar palavras, vontade, desejo , intenção, mas escreve-se … podem até faltar personagens, entram e saem, mas escreve-se …
Na história que escrevemos a cada dia independentemente dos pensamentos e sentimentos que nos assolam a vida escreve-se, sente-se, vive-se…
Hoje sinto-me inerte no corpo mas eléctrica nos pensamentos … e escrevo mais um rascunho de mim!
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