Mostrar mensagens com a etiqueta Faca afiadinha. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Faca afiadinha. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Férias #1

Das férias trouxe imagens, sons, energia, palavras, risos, sabores … estou de volta … mergulhei, soube-me bem, recuperei, colei cacos, fortaleci laços, fiz amizades, tudo o que vejo numa viagem, o que aprendemos a apreciar o que guarda para sempre, não trago t-shirts com o nome do local, trago tanta coisa e nada que se apalpe com as mãos … só com os sentidos!


Antes de ir de férias fiz um pedido a algumas pessoas que me são próximas, pedi que me carregassem o Ipod com musicas do seu agrado, o pedido era simples pelo menos 5 músicas antigas que marcassem momentos e pelo menos 5 músicas actuais dignas de registo. Ao pedido responderam com agrado e até alguma ansiedade, pedi que não me fizessem referência ao que tinham gravado porque queria fazer o exercício de descobrir quem gravou o quê!

Foi das coisas mais giras que me lembrei de fazer. Ligo quase tudo a músicas, momentos, imagens, pessoas, conversas, coisas, datas … tenho sempre uma banda sonora, acreditem que até nos sonhos invariavelmente acontece serem acompanhados de bandas sonoras …

Assim que agarrava no Ipod fazia-o com uma enorme expectativa, foi um delicioso quiz a que me submeti, tive momentos nostálgicos, saudosistas, infinitamente alegres, fizeram-me cair uma lágrima escondida, ri à gargalhada, fiquei histérica, cantei a plenos pulmões, dancei, contagiei pessoas que estavam ao pé de mim, paralisei, revivi, recordei … obrigada a todos os que responderam a este simples pedido, permitiram-me muito bons momentos!

Momento #1

Só quem me conhece muito bem é que atira uma musica destas e escreve num papel “para ti escolho apenas uma, gostes ou não de ouvir é ao som destes acordes que te verei para o resto da minha vida! São as duas faces que poucos sabem que existem isto é intemporal. Gosto-te”, claro que assim que ouvi a música relacionei com o papel … Obrigada minha cara L.



segunda-feira, 1 de junho de 2009

Touché


Estive até ao último minuto possível a hesitar, colei-me a todas as desculpas para justificar não estar presente, não comparecer. Não tinha porque não ir, era um torneio amigável, conhecia todos os presentes, não era mais que um treino eu sei … havia sido feita a combinação e os preparativos, no fundo era uma forma de reunir todos novamente e perceber quem é que estava com espírito para uma temporada e quem é que estava preparado para desafios fora do grupo …

Fui à praia para justificar o cansaço, não tratei do equipamento … não me organizei, tinha criado todas as condições para não ir!

21h estava no meu sofá a ver televisão e a pintar as unhas dos pés … mudei de canal e vi as horas, fiz contas de cabeça reuni o equipamento mentalmente, agarrei no telemóvel e em 2 minutos organizei-me, pensei é burrice estar aqui a contrariar-me sem motivo nenhum, dez minutos depois estava a caminho …

Cheguei atrasada, o que é habitual, ninguém contava com a minha presença mas ao verem-me senti que acreditaram até ao último minuto que viria, ainda nem tinham sido distribuídos os pares e o nosso instrutor quando cheguei disse “pois, estávamos à tua espera para organizar os pares!” … já aqui estou…

O grupo em geral estava com espírito, apesar do calor e do equipamento não ser a coisa mais fresca do mundo, estávamos todos com a garra que em tempos nos foi muito característica. As frases d’armas sucederam-se umas atrás das outras, em cada Assalto, em cada desengajamento, em cada deslocamento, em cada em Guarda os encorajamentos do grupo subiam de tom e os drops subiam de atitude. Até eu que nos últimos treinos tinha “levado na cabeça” por estar sempre em recuo, senti-me a dar redobramento sem medos … o som metálico dos toques de deslizamento teve novamente o som que gosto, que me concentra que me foca.

Não sei exactamente o que me fez reter tanto tempo no medo de ir, talvez algum desapontamento sobre mim que tive de reconhecer nestes últimos tempos, esta é uma das desculpas que arranjo para justificar … não faz sentido, eu sei!

A verdade é que ainda bem que me livrei do medo, ainda bem que consegui no último minuto afastar o desapontamento que me tenho, ainda bem que resolvi ir. O nosso instrutor sabe que eu estou sempre concentrada numa música, sempre que entro em frase d’Armas tenho sempre na cabeça uma música e sigo o ritmo dela … estive sempre, ao longo do torneio bastante ofensiva e ele no fim veio perguntar-me qual era a música que me estava a motivar, eu respondi-lhe, “V. não vai querer saber, garanto-lhe!”, ainda bem que fui …





Como é habitual o F. tinha preparado uma surpresa para o grupo, no fim já "desarmados" tinhamos à nossa espera umas garrafas de Castelinho tinto, reserva de 2005 e uma selecção de queijos à altura. Ah granda F.!