Tive mais de um ano sem aqui escrever, aliás até mantive o blog encerrado ...
Agora olhando a esta distância posso assegurar que fui simplesmente transparente ... não vivi ... não deixei viver ... não progredi ... estou exactamente no mesmo sitio só que com a agravante de ter deixado de fazer coisas que gostava só porque achava que estava a trabalhar para uma coisa importante que afinal foi um erro de cálculo, note-se que o erro não foi meu, foi de alguém que a paginas tantas corrigiu o erro no seu tempo mas fora do meu ...
E depois de tudo isto tenho um grande LAMENTO as bombocas acabaram!
Não sei se pensaste no que não disseste se ficaste contente com o que fizeste, se te orgulha a omissão se o que ficou tem lugar, se o que há por dizer não tem valor, se o que se fez é pó do deserto ... se um pedido simples e sincero é um enorme adamastor ...
Era suposto ser uma equação a 2 ... já lhe perdi a conta dos intervenientes.
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quarta-feira, 16 de março de 2011
terça-feira, 8 de março de 2011
De volta ...
Se eu soubesse o que sei hoje desde a ultima vez que aqui escrevi ... granto-vos que era feliz, era feliz porque a felicidade não me tinha passado por entre dos dedos como a areia fina do deserto ...
Se em 17 De Novembro de 2009 eu soubesse que em 17 de Novembro de 2010 ia perder o que mais queria e para o que mais lutei, tinha feito tudo diferente e não fiz, INFELIZMENTE!
Estou de volta por aqui uns dias bem outros mais ou menos ...
Se em 17 De Novembro de 2009 eu soubesse que em 17 de Novembro de 2010 ia perder o que mais queria e para o que mais lutei, tinha feito tudo diferente e não fiz, INFELIZMENTE!
Estou de volta por aqui uns dias bem outros mais ou menos ...
quinta-feira, 7 de maio de 2009
O único sentido # 1
Levei alguns dias a arranjar coragem, pensei dezenas de vezes em fazê-lo e dezenas de vezes me vacilaram as pernas e me atemorizou o coração. Perguntei-me porque o queria fazer e equacionei o que ganhávamos com isso. Racionalizei ao máximo o que sentia, a vontade que tinha, o receio que me assolava … Voltei a ler alguns trechos que tenho sublinhados no livro “vai onde te leva o coração” da Susana Tamaro, não sei porque mas associo estas passagens ao que sinto quanto me lembro desta situação.
Resolvi que não iria visitar-te, achei-me egoísta …
Resolvi que te iria visitar e sofri tanto antes de chegar …
Desde que soube que tinhas desistido fiquei tensa, calada, pensativa, triste, angustiada, reservei-me … reservei-me como protecção, fui até mal interpretada por quem eu não queria que me interpretasse assim, por quem esperava que conseguisse ver sem eu ter de dizer, é uma densidade que não me deixa bem …
Ontem quando acordei e abri a janela estava um nevoeiro intenso e foi nesse momento que resolvi ir … passei pelos cd’s e peguei nos Depeche Mode, fui para cima a ouvir e a cada kilometro lançava-me a perguntas que tinha de responder antes de chegar … é uma forma que tenho de me focar, concentrar-me no essencial e ter já respostas para perguntas que sei que vou fazer, a verdade é que não consegui responder a uma única e sem me aperceber do tempo a passar dei conta de mim quando estava a chegar.
Entrei. Aguardei em mim conseguir estar serena, perguntei como te havia de encontrar e a voz não me deixou mentir, enrolei-me toda nem consegui dizer o teu nome … fiquei mais de uma hora à porta do quarto, criei raízes, não conseguia avançar … as lágrimas caíam-me e a coragem parece que me queria fugir, eu puxava-a pelo braço mas ela teimosa fugia-me, disse para mim já em tom austero para me obrigar a compor-me e a ganhar à coragem, vai, avança …!
E avancei …
Encontrei-te deitado na cama, a olhar pela janela, ausente, abstraído da vida, sem qualquer brilho nos olhos … ainda, assim quando me viste sorriste e disseste-me que não valia a pena chorar que não adiantava nada. É verdade não adianta …
Sem esboçares tristeza ou revolta ou sentimento algum, disseste-me que desde o Natal que não recebes visitas, que sabes que já não existes para todas as pessoas que conheces … que não te faz sentido estares assim e que se pudesses acabavas com a vida. Mantive-me apática ao que dizias, sabia que no momento em que me envolvesse na conversa me iam saltar lágrimas compulsivas … que nem o teu pai se lembrava mais de ti …
Que cruel que é saber isso através de ti, é atroz ver-te assim à espera de nada. Disseste-me que eu tinha os olhos iguais aos teus, mas não tenho os teus são verdes e os meus só estavam assim porque estavam lavados em lágrimas …
Falamos de tudo o que era nada, nem se quer consegui dar a vivacidade que normalmente dou às conversas mesmo que o assunto não tenha importância nenhuma … é uma auto anulação para não ser tão bárbaro sentir que já não sentes nada sobre coisa nenhuma …
Apesar de seres um miúdo que tiveste pouco acesso a tantas coisas, consegues guardar em ti um brilho de quem quis, um dia, abraçar o mundo … custa tanto sentir isso. Tanto!
Quando me preparava para me vir embora confidenciaste-me um desejo que tinhas, e com a ingenuidade que ainda manténs no teu olhar pediste-me para te possibilitar voltares à tua casa, que a coisa que mais querias era voltares a sentir o cheiro dela … e foi ai que as lágrimas me saltaram sem as conseguir controlar.
E claro que te vou atender a esse pedido, voltarei, assim que puder com os meios necessários para te satisfazer essa vontade … e tu não sabes mas vou-te levar a ver o mar …
Voltei para casa completamente vazia, carente, a precisar de um abraço, de um abraço muito apertado.
Resolvi que não iria visitar-te, achei-me egoísta …
Resolvi que te iria visitar e sofri tanto antes de chegar …
Desde que soube que tinhas desistido fiquei tensa, calada, pensativa, triste, angustiada, reservei-me … reservei-me como protecção, fui até mal interpretada por quem eu não queria que me interpretasse assim, por quem esperava que conseguisse ver sem eu ter de dizer, é uma densidade que não me deixa bem …
Ontem quando acordei e abri a janela estava um nevoeiro intenso e foi nesse momento que resolvi ir … passei pelos cd’s e peguei nos Depeche Mode, fui para cima a ouvir e a cada kilometro lançava-me a perguntas que tinha de responder antes de chegar … é uma forma que tenho de me focar, concentrar-me no essencial e ter já respostas para perguntas que sei que vou fazer, a verdade é que não consegui responder a uma única e sem me aperceber do tempo a passar dei conta de mim quando estava a chegar.
Entrei. Aguardei em mim conseguir estar serena, perguntei como te havia de encontrar e a voz não me deixou mentir, enrolei-me toda nem consegui dizer o teu nome … fiquei mais de uma hora à porta do quarto, criei raízes, não conseguia avançar … as lágrimas caíam-me e a coragem parece que me queria fugir, eu puxava-a pelo braço mas ela teimosa fugia-me, disse para mim já em tom austero para me obrigar a compor-me e a ganhar à coragem, vai, avança …!
E avancei …
Encontrei-te deitado na cama, a olhar pela janela, ausente, abstraído da vida, sem qualquer brilho nos olhos … ainda, assim quando me viste sorriste e disseste-me que não valia a pena chorar que não adiantava nada. É verdade não adianta …
Sem esboçares tristeza ou revolta ou sentimento algum, disseste-me que desde o Natal que não recebes visitas, que sabes que já não existes para todas as pessoas que conheces … que não te faz sentido estares assim e que se pudesses acabavas com a vida. Mantive-me apática ao que dizias, sabia que no momento em que me envolvesse na conversa me iam saltar lágrimas compulsivas … que nem o teu pai se lembrava mais de ti …
Que cruel que é saber isso através de ti, é atroz ver-te assim à espera de nada. Disseste-me que eu tinha os olhos iguais aos teus, mas não tenho os teus são verdes e os meus só estavam assim porque estavam lavados em lágrimas …
Falamos de tudo o que era nada, nem se quer consegui dar a vivacidade que normalmente dou às conversas mesmo que o assunto não tenha importância nenhuma … é uma auto anulação para não ser tão bárbaro sentir que já não sentes nada sobre coisa nenhuma …
Apesar de seres um miúdo que tiveste pouco acesso a tantas coisas, consegues guardar em ti um brilho de quem quis, um dia, abraçar o mundo … custa tanto sentir isso. Tanto!
Quando me preparava para me vir embora confidenciaste-me um desejo que tinhas, e com a ingenuidade que ainda manténs no teu olhar pediste-me para te possibilitar voltares à tua casa, que a coisa que mais querias era voltares a sentir o cheiro dela … e foi ai que as lágrimas me saltaram sem as conseguir controlar.
E claro que te vou atender a esse pedido, voltarei, assim que puder com os meios necessários para te satisfazer essa vontade … e tu não sabes mas vou-te levar a ver o mar …
Voltei para casa completamente vazia, carente, a precisar de um abraço, de um abraço muito apertado.
domingo, 26 de abril de 2009
Instantes únicos na vida

Há instantes que valem tudo, valem aquilo que não se espera, valem aquilo que se aguarda, valem pela ansiedade, valem pelo medo, valem pelo desejo, valem pela surpresa, valem pelo gosto, valem pela estranheza, valem pela inquietação e desassossego que causam … valem muito, valem tudo, podem ser breves instantes mas valem tanto, retiram-se tantas conclusões num ápice … são instantes únicos na vida. Não vale a pena ensaiar, programar, pensar como será como vai ser o momento … valem por isso tudo e porque nunca mais se repetem e isso dá-lhes a subtileza de ser um instante único na vida!
“…Como um instante único na vida…”
Um olhar, o primeiro olhar, a primeira impressão, a primeira palavra, um cheiro, um toque, um impasse, uma certeza, uma critica, um aplauso, uma palavra, uma vontade, uma sensação, um tormento, um segredo…
- Dá-me as tuas mãos …
“… Assim nasceste no meu olhar, assim te vi …”
É o que fica, o que se regista, o que se assinala, o que marca, o que se assenta, o que persiste, o que insiste, o que perdura, o que se mantém o que me mantém … momentos, ocasiões, instantes que mesmo que breves são únicos na vida e fazem burilar a alma e rasgar a vida …
“ … assim te vi a rasgar a vida …”
Gosto tanto destes momentos … mesmo que me façam tremer as pernas … que até possam parecer menos bons… Gosto tanto, tanto, fazem-me sentir a rasgar a vida!
“…Como um instante único na vida…”
Um olhar, o primeiro olhar, a primeira impressão, a primeira palavra, um cheiro, um toque, um impasse, uma certeza, uma critica, um aplauso, uma palavra, uma vontade, uma sensação, um tormento, um segredo…
- Dá-me as tuas mãos …
“… Assim nasceste no meu olhar, assim te vi …”
É o que fica, o que se regista, o que se assinala, o que marca, o que se assenta, o que persiste, o que insiste, o que perdura, o que se mantém o que me mantém … momentos, ocasiões, instantes que mesmo que breves são únicos na vida e fazem burilar a alma e rasgar a vida …
“ … assim te vi a rasgar a vida …”
Gosto tanto destes momentos … mesmo que me façam tremer as pernas … que até possam parecer menos bons… Gosto tanto, tanto, fazem-me sentir a rasgar a vida!
Mais uma vez parabéns à Mitó, pela aNaifa e a homenagem ao João Aguardela esse grande mentor da música portuguesa.
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