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sexta-feira, 25 de março de 2011

A Achar ...

Extrablatt - Marrakech

Fui ali apanhar sol ...
Apanhei-o e trouxe-o comigo ...
Partilho com quem merecer ...
Precisava de Sol ...
Do Sol ...
De o deixar falar ...
De o deixar rir ...
Riu-se de mim ...
Ele riu-se porque tive um ano e tal sem o ver ...
Sol já te vi ...
Voltei a ver-te ...
Voltei a encontrar-te ...


quarta-feira, 21 de outubro de 2009

For U2

Lambidas as feridas.

Varridos os cacos.

Sacudida a poeira.

Secas as lágrimas.

Afastados os tormentos.

Limpos os riscos …

O primeiro momento em que me recuperei e te vi surgir das trevas veio por “sms” e de longe, tão longe como estás agora …

Tu - “Em 2010 vou Found What I'm Looking For …”
Eu- “2009 não está a ser famoso”
Tu – “ter 2 bilhetes para os U2 dá-te alguma ideia?”
Eu- “filho da mãe, como é que conseguiste?”
Tu – “Se fosse tudo assim tão fácil…”
Eu – “perdia a graça, diverte-te no concerto!”
Tu – “Uma para mim outro para ti …”
Eu – “Já achei mais graça aos U2 …”
Tu- “Eu também …”
Eu – “Estupor!”



The Unforgettable Fire - U2
(continua a ser esta?)

sábado, 18 de abril de 2009

Pequeno e crucial período de tempo

Foram apenas 5 minutos, e hoje o que me parece pouco pareceu-me, no momento, o tempo suficiente, não me pareceu muito … mas foi o bastante …
A música num tom suave, escoava-se a partir de um ponto indefinido num espaço indefinido. Consegui ouvir, não se sobrepondo à música, uma voz feminina, macia, ritmo lânguido, falava de amor e de algum problema que lhe tinha surgido no momento.

Eu sem querer perceber o que é que estava ali a fazer e como é que ali tinha ido parar concentrei-me em perceber o que dizia aquela voz que ouvia, só dando conta que falava uma outra língua alguns minutos depois de tentar concentrar-me no que ouvia … Nesse momento inquietei-me e o meu pensamento flutuou, tentava tactear o espaço, reconhecer alguma coisa…

A melodia era familiar…

Foquei um pequeno rectângulo mais claro que despejava uma luz difusa o meu objectivo era perceber que horas seriam … havia uma cadeira com roupas atiradas em cima a música chegava aos acordes finais. Forcei o pensamento na expectativa de me situar … e foi ai que ouvi “Xa está feito non Preme en nada sae “... percebi onde estava e fui tomada pela dor …

Despertei por completo, já no carro um locutor com voz animada dava as horas e festejava o início de um dia ensolarado eram 7:22 a.m…
Já lúcida, o sol era o que não queria ver. Dormir novamente, morrer, quem sabe!

Nunca mais despertar, nunca mais olhar para rostos estranhos que via sem ver, acabar com a dor, uma dor que persiste, persiste, e resiste a todas as manobras que tento para continuar a reagir. Uma dor que dá tréguas curtas para voltar mais forte logo depois e dizer que a única realidade é aquela e que afinal até fui eu que escolhi!!!

Foi o primeiro fôlego dos 3 que precisei para seguir outro caminho …